Viajar é isso, é visitar lugares que a gente nem pensa em ir qdo está em SP… Ver elefante, girafa, leão, rinoceronte. Comer pipoca doce e dar comida pro animais, comida de bicho, que eles vendem no zoológico. Dar comida pros bichos é o melhor jeito de vê-los de pertinho.
Em Buenos Aires em junho e julho de 2009, ficamos no Jam Suites Boutique, o hotel charmoso aí na foto. O dono, o Luis, é trompetista, ou seja, adora música, e por isso deixa à disposição dos hóspedes uma vitrola e uma bela coleção de LPs de jazz. Além disso, som de músicos argentinos e raridades brasileiras de Elis Regina, Gilberto Gil, Vinicius e outros.

Entre os passeios, o Café Tortoni, o café mais antigo da Argentina, dizem os guias, fundado em 1858. Lá pode-se tomar um café com torta ou comer um bife de chorizo maravilhoso. Jorge Luis Borges e Carlos Gardel frequentavam o lugar. E têm mesa cativa!

Também passamos pelo Caminito, lugar espanta-turista, tamanha é a abordagem dos locais que querem que vc compre de tudo, coma no restaurante x, assista ao show de tango y. Tínhamos acabado de chegar, eu ainda estava relaxada, achando que até ia dar pra almoçar no El Obrero, um restaurante que servia de refeitório para as fábricas do lugar que hoje serve comida caseira. Pura ilusão…

Depois de cinco minutos em La Boca nos refugiamos no La Bombonera, um dos principais estádios da Argentina. E lá visitamos o Museo de La Pasión Boquense, que tem a camisa 10 do Santos, que o Pelé usou num jogo na Bombonera. Esta é a única coisa de outro time que não seja do Boca que tem nesse museu.

Saindo da Bombonera subimos a calle Defensa e, lá pelas 16h, mortos de fome, paramos no Hipopotamo, um restaurante antigo (tem uns 100 anos) e típico de BA, na esquina da calle Brasil. O prato do dia? Mondongo. Não entendemos a explicação do garçom e resolvemos arriscar. Tinha que ser uma das poucas coisas que não como… dobradinha… éka! A sorte é que no meio daquele bucho todo veio feijão branco e grão de bico com molho vermelho. Foi o que me salvou… Mas o jantar ia ter que ser incrível, pra compensar…

Ainda na calle Defensa, em San Telmo. Nessa rua tem muita loja de velharia, ops, antiguidade e também umas lojas de roupas que concentram vários estilistas moderninhos da Argentina. Tb tem uma loja de presentes e acessórios muito bacana, a MU (Matéria Urbana) no 702.
Plaza San Martín, no começo da calle Florida, um calçadão pra lá de comercial onde muita gente faz a festa, compra de tudo. Mas, na minha opinião, Palermo tem lojas (de roupa, presente, acessórios etc.) muito mais legais e estilosas. Aqui na Florida os vendedores tb quase agarram a gente. Um saco… (Abaixo os vendedores chatos e grudentos!!!)
Sim, isso é uma livraria… A mais linda do mundo! El Ateneo, que tb dizem os guias, é a maior livraria da América Latina. Como a nossa Cultura aqui, que era um cinema, a deles era o antigo teatro à italiana Grand Splendid. Os antigos camarotes agora trazem estantes e mais estantes de livros. No palco, o café La Imprensa é puro charme. Quem não fica cool lendo um livro e tomando um café lá?… O legal é que há várias poltronas aconchegantes pra quem quiser ler os livros que estão nas estantes.
Puerto Madero com a Puente de La Mujer ao fundo. Antigo porto da cidade, Puerto Madero agora está revitalizado com arranha-céus, boates, museus e sedes de empresas cheias da nota. Os antigos armazéns de tijolos hoje abrigam bares e restaurantes bacanas. Fomos almoçar no Siga la vaca (olha que nome ótimo!), um self-service de saladas e carnes onde come-se (carnes maravilhosas, claro!) e bebe-se (cerveja, vinho, refrigerante, suco, tudo) à vontade por 45 pesos, incluindo a sobremesa, que é enorme! Detalhe, qdo fomos pra BA, R$ 1,00 estava valendo 1,89 pesos…
E por fim, a garota mais bacana de Buenos Aires, a Mafalda. Achei que ia encontrar várias delas por lá, fazer a festa, trazer pra todo mundo mas que nada! Como não passa mais na TV ninguém lembra dela… O vendedor de uma casa lotérica que vendia uns exemplares de massinha ou biscuit da turminha perguntou se aqui no Brasil passava o desenho na TV e ficou surpreso qdo dissemos que não. Não entendeu o nosso interesse na garota… Vê se pode?
Deixamos Buenos Aires no dia 4 de julho com as manchetes dos jornais anunciando o fechamento, na próxima semana, de vários lugares devido à gripe suína, que se alastrava… Eu voltei com uma gripinha de nada, o Ricardo estava bem, mas vimos um bocado de brasileiro usando máscaras, tanto na ida quanto na volta. O povo já andava de máscara nos aeroportos do Brasil… Um pouco de exagero, né?… Enfim, a viagem foi ótima e não deixamos de fazer nada por causa da tal gripe! Ah, o Ricardo foi comigo, mas é difícil ele deixar eu colocar a foto dele aqui. Faz a linha ultramegadiscreto. Quem conhece a figura entende… Mas ainda vou tentar mais vezes… rsrsrs.

















































