Fui e já volto

Montevidéu: turismo em plena sudestada!

Publicado por: Anacarolina em: setembro 6, 2010

Nos dois únicos dias que passamos em Montevidéu, enfrentamos a sudestada, um fenômeno que ocorre geralmente no inverno, quando ventos da direção sudeste sopram fortes e constantes por várias horas e dias.

Mas forte mesmo, a ponto de termos que fazer força pra andar contra ele, que era o que acontecia toda vez que a gente descia do taxi e ia pro hotel.

Com aquele vento todo e um chuvisco constante, achei que as pessoas ficavam reclusas em suas casas. Mas depois de ver pela janela do hotel um bando de gente andando pela orla do rio da Prata com seus cachorros ou fazendo cooper, decidi que iríamos sobreviver a algumas saídas.

Como estava sem guia, acessei um blog com dicas legais – o Café Viagem (obrigada meninas, as dicas foram ótimas!) – e tratei de botar o pé na rua, munida de um pesado casacão, um dos meus chapéus, pois não tem cabelo encaracolado que resista a essa sudestada(!), e o maridão.

Apesar da diferença entre o real e o peso uruguaio (R$ 1 = 10,80 pesos uruguaios), Montevidéu é cara. Ou melhor, não é tão barato como Buenos Aires, nosso próximo destino.

Carnes deliciosas são assadas na brasa da parrilla

Alguns exemplos:
1 café expresso = R$ 6,00 
1 almoço pra duas pessoas no El Palenque, no balcão, com 2 carnes (das mais baratas) + 1 salada + 2 cervejas + 1 sobremesa + 2 couvert que pedimos pra devolver (e o garçom resmungou que iríamos pagar mesmo assim) e sem 10% = R$ 130,00 (ou, ai que susto!, 1.310 pesos uruguaios).

Mas apesar dos preços, a cidade é uma delícia (e o El Palenque também, vale ir). Alguns programinhas que fizemos à noite (pois de dia chovia e ventava muito…):
 
Bar 62 (Barreiro 3301 esquina com Chucarro, em Pocitos, tel. 00xx5982 7073022): um lugar para comer deliciosas carnes com salada e vinho e também comida japonesa… Deve ser boa, pois tinha um monte de gente pedindo. A história do lugar, contada pelo garçom que nos atendeu, é que ali era o ponto final da primeira linha de trólebus de Montevidéu onde os trabalhadores (motoristas e cobradores) paravam para comer. 62 era o número da linha.

Baar Fun Fun (Ciudadela 1229, Mercado del Puerto): muito divertido e aconchegante. Pra começar, uma duplinha de idade avançada, engraçada e dramática (dependendo da música). Ele tocando violão e ela cantando e encenando tango. Depois um casal jovem, apaixonado e com uma musicalidade incrível cantando temas uruguaios (creio eu) e muito Stevie Wonder. Rolou até um Djavan (“eu levo a sério mas você disfarça…”). Ela, Julieta Rada, filha de Ruben Rada (famoso no Uruguai pelo estilo candombe) cantando lindamente e ele, Nicolas Ibarburu, tocando um violão incrível! Além da música, outra delícia do lugar é a famosa uvita, um aperitivo à base de uva, adocicado e forte, inventado pelo fundador do bar (que data de 1895), que patenteou a receita, mantida em segredo pelos seus descendentes. Carlos Gardel (em 1933) e Dany Glover já foram lá experimentar a bebida. Que é bem gostosinha! Tomamos uns 5 copinhos…

2 Respostas para "Montevidéu: turismo em plena sudestada!"

Parece o seu pai, virando a carne!rsrsrsr
mamãe

hahahahaha!!! vc não perde a chance, hein?! deixa ele ver… rsrsrsrs

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